Piscina e Animais de Estimacao
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Piscina e Animais de Estimacao

Por Equipa ManutencaoPiscinas5 min de leitura

Introdução

Um cão numa piscina traz dois problemas que os proprietários raramente antecipam: um de segurança e um de manutenção. Nenhum é grave, e os dois se resolvem — mas ambos são frequentemente descobertos tarde.

O de segurança é o mais importante e o menos falado: a maior parte dos cães sabe nadar, mas muitos não sabem sair da piscina. Um cão que cai numa piscina com paredes verticais nada em volta à procura de uma saída, cansa-se e afoga-se. É um acidente comum, silencioso e evitável com uma única peça de equipamento.

O de manutenção é simples de entender: um cão introduz na água muito mais carga orgânica do que uma pessoa, e pêlo suficiente para colmatar um filtro.

Este artigo trata dos dois.

Nota: para qualquer questão de saúde do seu animal, fale com o seu veterinário.

Segurança: o Problema da Saída

Saber nadar não é saber sair

Esta é a distinção que evita a maior parte dos acidentes. Um cão que cai à água instintivamente nada — mas as paredes verticais de uma piscina não lhe dão apoio, e o cão continua a nadar ao longo do bordo à procura de um ponto por onde subir. Se não encontrar, cansa-se. Cães pequenos, cães idosos, cães de patas curtas e cães com pouca massa muscular cansam-se depressa.

A solução é uma rampa de saída para animais — uma superfície inclinada, com aderência, ancorada ao bordo e que chegue abaixo da linha de água. Existem modelos comerciais para este fim, e é a peça de equipamento com melhor relação entre custo e risco evitado que se pode instalar numa piscina com animais.

Treinar a saída

Instalar a rampa não é suficiente: o cão tem de saber que ela existe e onde está.

  • Mostre-lhe a rampa com a piscina calma e sem pressão
  • Faça-o entrar e sair pela rampa várias vezes, com reforço positivo
  • Repita a partir de pontos diferentes da piscina, para ele aprender a encontrá-la
  • Repita ao início de cada época, e sempre que mover a rampa

Um cão que fez este treino sai sozinho. Um cão que nunca viu a rampa pode nadar ao lado dela sem a usar.

Barreiras e supervisão

As mesmas camadas que protegem crianças protegem animais: vedação com portão de fecho automático é a medida mais eficaz, e cobre também o cão que anda no jardim quando ninguém está a olhar. Ver Vedações e Barreiras de Protecção.

Atenção a um risco específico das coberturas: uma manta térmica ou uma cobertura de verão não suporta o peso de um animal e esconde a superfície da água. Um cão que caminha sobre uma cobertura flutuante fica debaixo dela, e é uma situação de que raramente se sai sozinho. Uma cobertura de segurança dimensionada para suportar peso é uma protecção; uma manta flutuante é uma armadilha.

Cães que não devem nadar

Alguns cães nadam mal por conformação física — raças braquicéfalas, cães de tronco largo e patas curtas, cães com problemas respiratórios ou cardíacos. Fale com o seu veterinário sobre o seu caso concreto antes de encorajar o seu cão a nadar.

💡 Dica Profissional

Faça o treino de saída no início de cada época, mesmo com um cão que já o fez no ano anterior. E faça-o a partir do lado oposto da piscina, não só de junto à rampa. Um cão que só aprendeu a sair estando a um metro da rampa pode não a encontrar em pânico, do outro lado do tanque.

Manutenção: o Que um Cão Faz à Água

Carga orgânica

Um cão introduz na água significativamente mais carga orgânica do que uma pessoa: pêlo, células de pele, saliva, terra, e resíduos de produtos aplicados no pêlo.

Consequência prática: o desinfectante é consumido mais depressa, formam-se mais cloraminas — que são o que provoca cheiro e irritação — e a probabilidade de água turva aumenta. Ver Qualidade da Água e Saúde.

Pêlo no sistema de filtração

É o problema mecânico central. O pêlo acumula-se nos cestos do skimmer e da pré-bomba, e o que passa vai para o filtro.

Sinais: pressão do manómetro a subir mais depressa do que o habitual, caudal reduzido nas bocas de retorno, cestos cheios de pêlo em poucos dias.

O que fazer depois de um banho de cão:

  1. Verificar e esvaziar os cestos do skimmer e da pré-bomba no mesmo dia
  2. Verificar a pressão do filtro; retrolavar se tiver subido acima do normal
  3. Medir e ajustar desinfectante e pH
  4. Prolongar a filtração algumas horas

Ver Filtro de Areia Entupido e Retrolavagem do Filtro Passo a Passo.

Garras e revestimento

Em piscinas de tela (liner), as garras de um cão grande podem provocar riscos e, em telas já envelhecidas, rasgões. Não é um problema em piscinas de betão ou mosaico, mas é um factor a pesar se a tela estiver no fim de vida.

Manter as garras aparadas reduz o risco, e vale a pena verificar a tela junto às zonas de entrada e saída depois de uma época de utilização com o cão.

A Rotina Prática Para Quem Tem Cão e Piscina

QuandoO que fazer
Antes do banhoEscovar o cão para retirar pêlo solto
Antes do banhoEnxaguar o cão, sobretudo se tiver terra ou produtos no pêlo
Depois do banhoEsvaziar cestos do skimmer e da pré-bomba
Depois do banhoMedir e ajustar desinfectante e pH
Depois do banhoProlongar filtração algumas horas
Depois do banhoEnxaguar o cão com água limpa
SemanalmenteVerificar pressão do filtro
Início de épocaTreinar a saída pela rampa

Escovar o cão antes do banho é a medida com melhor retorno de toda a lista: reduz muito o pêlo que entra no sistema, e leva dois minutos.

Depois do Banho: Cuidados com o Animal

  • Enxaguar com água limpa para retirar resíduos de desinfectante do pêlo e da pele
  • Secar bem as orelhas, sobretudo em cães de orelhas caídas — a humidade retida no canal auditivo favorece otites
  • Água potável fresca disponível, porque muitos cães bebem água da piscina se tiverem sede
  • Vigiar irritação da pele nos dias seguintes, sobretudo em animais com pele sensível

Se notar irritação persistente, coceira, sinais de desconforto nos ouvidos ou qualquer alteração, fale com o seu veterinário.

Erros Comuns

Assumir que o cão sabe sair porque sabe nadar. É o erro que causa a maior parte dos afogamentos de animais em piscinas.

Instalar a rampa e não treinar. Um cão que nunca a usou pode não a encontrar em pânico.

Deixar o cão sozinho no jardim com a piscina descoberta e sem vedação. É a situação de risco mais comum.

Confiar numa manta térmica. Não suporta peso e esconde a superfície — é uma armadilha, não uma protecção.

Não escovar antes do banho. Duplica ou triplica o pêlo que entra no sistema de filtração.

Não verificar os cestos no mesmo dia. Pêlo acumulado nos cestos passa depois para o filtro e para a bomba.

Não medir a água depois de o cão nadar. O consumo de desinfectante aumenta e a água degrada-se sem aviso visível.

Não enxaguar o cão à saída. Resíduos de desinfectante no pêlo podem irritar a pele.

Perguntas Frequentes

É seguro o meu cão nadar na piscina?

Com uma rampa de saída instalada e treinada, supervisão, e a água em condições, na maioria dos casos sim. Mas depende da raça, da idade e da condição física do animal — fale com o seu veterinário sobre o seu caso.

A água tratada faz mal ao cão?

Água mantida nos parâmetros normais de uma piscina bem tratada é geralmente bem tolerada. O que causa problemas é água mal tratada, e beber água da piscina com frequência em vez de água potável. Tenha sempre água fresca disponível ao lado da piscina.

Quanto pêlo é que um cão realmente introduz?

Suficiente para se notar na pressão do filtro depois de um único banho, sobretudo em cães de pêlo comprido. Escovar antes de entrar reduz substancialmente o problema.

Preciso de ajustar o tratamento se o cão nada com frequência?

Sim: mais carga orgânica significa mais consumo de desinfectante e mais formação de cloraminas. Meça com mais frequência e prolongue a filtração nos dias de utilização com o animal.

Um cão pode danificar a tela da piscina?

As garras podem riscar e, numa tela já envelhecida, rasgar. Manter as garras aparadas reduz o risco. Em betão ou mosaico não é uma preocupação.

O que faço se encontrar o meu cão em dificuldade na piscina?

Retire-o com apoio do corpo, verifique se respira, seque-o e mantenha-o quente. Contacte o seu veterinário mesmo que pareça bem — um animal que aspirou água deve ser avaliado, pelas mesmas razões que se aplicam a pessoas.

Conclusão

Ter cão e piscina é perfeitamente compatível. Exige uma peça de equipamento que quase ninguém instala, dois minutos de escovagem antes do banho, e uma verificação de cestos depois.

Principais pontos a recordar:

  • Saber nadar não é saber sair. A rampa de saída é a peça mais importante.
  • Treine a saída pela rampa a partir de vários pontos da piscina, no início de cada época.
  • Uma manta térmica não suporta o peso de um animal e esconde a superfície.
  • Escovar o cão antes do banho é a medida de manutenção com melhor retorno.
  • Esvazie os cestos e meça a água no mesmo dia em que o cão nadar.
  • Enxagúe o cão e seque-lhe bem as orelhas depois do banho.
  • Para qualquer questão de saúde do animal, fale com o seu veterinário.

Se o seu cão usa a piscina e quer verificar se a filtração e o tratamento estão a acompanhar, o diagnóstico técnico no local avalia água, filtração, pressões e acessos, com relatório escrito. Custa 45 €, dedutíveis do primeiro mês de contrato.

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