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Registos e análises da água

A parte do serviço que ninguém vê — até ao dia em que alguém pede o dossier.

O que medimos e o que fica escrito

Em cada visita a uma piscina sob contrato medimos pH, cloro livre e cloro combinado, e verificamos o estado da filtração; consoante a instalação e a época, medimos também alcalinidade total, dureza cálcica, ácido cianúrico e temperatura. Todos os valores, os produtos aplicados e as intervenções realizadas ficam num registo escrito e datado, entregue ao cliente. Num condomínio, o registo é dirigido à administração; num alojamento local ou hotel, forma o dossier da instalação. É o documento que responde à pergunta "consegue mostrar o que foi feito?".

Conteúdo revisto em agosto de 2026.

Esta página interessa a quem

  • Tem de manter registo das análises de uma piscina de utilização pública
  • Administra um condomínio e precisa de justificar a manutenção aos condóminos
  • Explora alojamento local ou hotelaria e quer o dossier organizado antes de precisar dele
  • Está a comparar propostas de manutenção e quer saber o que cada uma entrega por escrito
  • Vai vender ou avaliar um imóvel com piscina

Porque é que o registo é a parte que importa

Toda a gente que faz manutenção de piscinas diz que trata a água. Muito menos gente consegue mostrar o que mediu, quando, e o que fez a seguir. A diferença entre as duas coisas só se torna visível em três momentos: quando um condómino contesta a despesa, quando um hóspede reclama, e quando alguém — uma seguradora, uma entidade fiscalizadora, um comprador do imóvel — pede a prova. Nesses três momentos, uma piscina limpa sem registo vale muito menos do que uma piscina limpa com registo.

Há também uma razão técnica, e é a mais importante no dia a dia. Um valor isolado não diz nada; uma série diz tudo. Se o pH sobe meio ponto por semana, há uma causa — água de enchimento dura, dosagem desregulada, ou uma reacção do revestimento — e essa causa só se vê no histórico. Sem registo, cada visita começa do zero e trata sintomas. Com registo, trata-se a origem.

É por isso que o registo não é burocracia acrescentada ao serviço: é o instrumento de trabalho do técnico e, ao mesmo tempo, a prova do cliente. Custa o tempo de o escrever e resolve dois problemas ao mesmo tempo.

O que medimos, e porquê

Os intervalos abaixo são os intervalos de trabalho que usamos em piscinas de tratamento com cloro. Não são valores legais: numa piscina de utilização pública, a autoridade de saúde local ou o regulamento municipal podem definir intervalos mais restritos, e o plano é ajustado ao que se aplicar à sua instalação.

ParâmetroIntervalo de trabalho e razão de o medir
pH7,2 a 7,6, idealmente 7,2 a 7,4. Fora deste intervalo o desinfectante perde eficácia, a água irrita os olhos e o revestimento e os equipamentos sofrem. É a primeira coisa a corrigir, sempre — tratar antes de acertar o pH é desperdiçar produto.
Cloro livre1 a 3 mg/L numa piscina residencial; numa piscina de utilização intensiva trabalha-se no terço superior, porque a carga de banhistas consome desinfectante muito mais depressa. Abaixo de 1 mg/L, as algas começam a desenvolver-se.
Cloro combinado (cloraminas)O mais baixo possível, e vigiado de perto acima de 0,5 mg/L. É o cloro já gasto a reagir com matéria orgânica, e é ele — não o cloro livre — que causa o cheiro forte e a irritação dos olhos. Numa piscina interior, é também o principal responsável pela má qualidade do ar.
Alcalinidade total80 a 120 mg/L. Funciona como travão do pH: alcalinidade baixa faz o pH oscilar a cada correcção, alcalinidade alta torna o pH impossível de baixar. Explica a maioria dos casos em que "o pH não se deixa acertar".
Dureza cálcica200 a 400 mg/L. Relevante em zonas de água dura, e determinante para evitar depósitos de calcário nas paredes, no filtro e nos permutadores de calor. Medida com menos frequência, mas essencial em várias zonas da região.
Ácido cianúrico20 a 50 mg/L em piscinas exteriores com cloro estabilizado, e nunca acima de 75 mg/L. Protege o cloro do sol, mas em excesso bloqueia-o: a água tem cloro que não desinfecta. É a causa clássica de uma piscina que "tem cloro" e continua a ficar verde.
Pressão do filtro e caudalComparados com o valor de referência do filtro limpo. Uma subida progressiva indica necessidade de retrolavagem; uma subida que não desce após retrolavagem indica areia no fim de vida ou canalização obstruída.
Aspecto, temperatura e nívelTransparência, cor, estado da linha de água e da superfície, temperatura e nível. Não substituem os números, mas contextualizam-nos — e é onde se detecta um problema antes de ele aparecer nos valores.

Modelo de registo de análises, gratuito

Uma folha A4 para imprimir e afixar na casa das máquinas: colunas, intervalos de referência e como preencher. Sem registo, sem email.

Ver e imprimir

O que a lei exige às piscinas de uso público

Que diploma se aplica a cada tipo de instalação, a cadência de medições e de análises, os valores do Anexo II e o que fica do lado da manutenção — com as fontes citadas.

Ver as obrigações legais

O que contém uma linha de registo

Este é o formato do registo que entregamos. Se estiver a comparar propostas de manutenção, é uma lista útil: pergunte a cada prestador quantas destas colunas lhe entrega por escrito.

CampoO que fica escrito
Data e horaDia e hora da visita, e o técnico que a realizou.
Valores medidospH, cloro livre e cloro combinado sempre; os restantes parâmetros conforme a instalação e a época.
Produtos aplicadosProduto e quantidade, por parâmetro corrigido. Não "tratamento efectuado".
Trabalhos realizadosAspiração, escovagem, limpeza da linha de água, limpeza de cestos, retrolavagem, verificações de equipamento.
Estado do equipamentoPressão do filtro, funcionamento da bomba, estado da dosagem automática se existir.
Anomalias e recomendaçãoQualquer situação detectada, com a correcção proposta e a urgência. Por escrito, mesmo quando já foi dita ao telefone.
Utilização previstaEm piscinas profissionais, a ocupação prevista para os dias seguintes — é o que determina a dosagem deixada.

O dossier completo da instalação

Ao longo de um contrato, isto é o que se acumula. É o que entrega a uma seguradora, a uma entidade fiscalizadora, a uma nova administração de condomínio ou a um comprador do imóvel.

  • Ficha técnica da piscina: volume, revestimento, bomba, filtro, caudal e tempo de renovação
  • Registo de todas as visitas, com valores medidos e intervenções
  • Histórico de cada parâmetro ao longo do tempo — a série, não o valor isolado
  • Relatório de estado no início e no fim de cada época
  • Comunicações escritas de anomalias e as respectivas correcções
  • Plano de substituições previsíveis, com datas estimadas
  • Procedimento escrito de medição diária, quando a instalação o exige

Os registos estão incluídos no contrato

Não cobramos o registo à parte, e desconfie de quem o apresentar como opção paga: um prestador que mede sem escrever está a medir para si próprio, não para o cliente. Todos os contratos de manutenção — desde 180 €/mês com visita quinzenal e desde 280 €/mês com visita semanal, IVA incluído — incluem o registo escrito de cada visita. A visita técnica à instalação produz o primeiro documento do dossier: a ficha técnica da instalação e o parecer sobre a sua capacidade.

Serviços que este contrato inclui

Perguntas frequentes sobre registos e análises

As perguntas que nos fazem antes de assinar. Se a sua não estiver aqui, ligue-nos.

Em cada visita: pH, cloro livre e cloro combinado, além da verificação do estado da filtração. Com menor frequência, mas indispensáveis: alcalinidade total, dureza cálcica e ácido cianúrico. Numa piscina de utilização pública, os parâmetros e as frequências podem ser definidos localmente e devem ser confirmados com a autoridade de saúde e com a câmara municipal.
Depende da carga de banhistas mais do que do volume. Numa piscina familiar, uma a duas vezes por semana. Numa piscina de alojamento local em época alta, semanalmente como mínimo, com verificação entre estadias. Numa piscina de utilização pública, todos os dias de abertura, o que se organiza combinando visitas técnicas com medição diária pela equipa local.
Não. São coisas diferentes e complementares. A medição no local dá os valores de operação e permite corrigir no momento; a análise laboratorial verifica parâmetros que não se medem à beira da piscina, com um relatório emitido por terceiro. Em instalações de utilização pública, a análise laboratorial periódica é normalmente esperada além das medições no local.
O critério prático: pelo menos durante o período em que uma reclamação ou um sinistro relativos a essa época ainda possam surgir. Na dúvida, guarde mais — os registos não ocupam espaço e a sua ausência é sempre interpretada contra o operador.
Serve para a única coisa que interessa: demonstrar que a instalação estava a ser mantida. A pergunta que uma seguradora faz é se houve negligência, e um registo datado com medições e intervenções é a diferença entre um acidente e uma alegação de negligência.
Sim. O registo é entregue de forma a poder ser arquivado e reenviado — o que importa é que fique consigo, datado e completo, e não apenas nos nossos sistemas.
Três perguntas resolvem a comparação. Primeira: emitem registo escrito de cada visita, e o que contém? Segunda: os produtos químicos e as análises estão incluídos no valor mensal ou são facturados à parte? Terceira: quantas visitas por mês, e em que dia da semana? Uma proposta que não responda a estas três não é comparável com outra que responda.
O histórico anterior não se inventa — se não existe registo, não existe. O que fazemos é começar o dossier no diagnóstico, com a ficha técnica da instalação e o estado inicial documentado por escrito. A partir daí, cada visita acrescenta uma linha. Ao fim de uma época, já existe série suficiente para tratar causas em vez de sintomas.

Comece o dossier da sua piscina

A visita técnica à instalação produz o primeiro documento do dossier: a ficha técnica da instalação.

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